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Mãe acusa negligência após dar à luz bebê natimorto em hospital do litoral de SP: 'Doendo demais'

Ana Paula Cruz Santos alega negligência durante parto em hospital do Guarujá, SP. Arquivo Pessoal Uma mulher de 37 anos registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica após dar à luz a um bebê natimorto no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ana Paula Cruz Santos alega que houve demora no atendimento após a identificação da ausência de batimentos cardíacos do bebê. Após o parto, ela também teve o útero retirado. O parto ocorreu na


Ana Paula Cruz Santos alega negligência durante parto em hospital do Guarujá, SP. Arquivo Pessoal Uma mulher de 37 anos registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica após dar à luz a um bebê natimorto no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ana Paula Cruz Santos alega que houve demora no atendimento após a identificação da ausência de batimentos cardíacos do bebê. Após o parto, ela também teve o útero retirado. O parto ocorreu na madrugada de terça-feira (20). Ao g1, Ana Paula contou que, no dia anterior (19), passou por uma consulta de pré-natal de alto risco na Casa Rosa, devido à hipertensão arterial crônica. Segundo ela, estava grávida de oito meses e com a pressão arterial em 17, motivo pelo qual foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro. A Polícia Civil investiga o caso. Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo o relato, no hospital, a médica que atendeu Ana Paula ouviu os batimentos cardíacos do bebê e administrou um medicamento na veia para aliviar as cólicas. Segundo a mulher, foi solicitada uma ultrassonografia para a manhã seguinte, já que o exame não era realizado naquele horário. Ela também fez exames de sangue e urina, mas foi liberada. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como morte natural na Delegacia de Polícia de Guarujá, que requisitou exame pericial ao Instituto Médico Legal (IML) para esclarecimento dos fatos. Procurado, o Hospital Santo Amaro não se posicionou sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 Atendimento De acordo com o relato, as dores aumentaram depois que chegou em casa e, por isso, voltou ao hospital por volta das 19h, acompanhada da mãe. Segundo ela, o médico que a atendeu tentou ouvir os batimentos do bebê, mas não conseguiu. A mulher afirmou que continuou sentindo fortes dores enquanto aguardava os resultados dos exames e passava por outros procedimentos. Ele colocou o aparelho na minha barriga e não escutou o coração do neném. [...] O que ele tinha que ter feito de imediato era uma cesárea de emergência, disse ela. Ana Paula contou que permaneceu no hospital durante a noite e que, por volta das 3h, começou a sangrar ao tentar ir ao banheiro. Em seguida, foi encaminhada para uma cesárea de emergência, mas o bebê nasceu morto. Luto e retirada do útero Ana Paula disse que sofreu uma hemorragia e precisou receber transfusões de sangue. Ela também afirmou que teve seu útero retirado após a cesárea, o que a impossibilita de engravidar novamente. A mulher atribui o ocorrido à assistência recebida no hospital. Eu não tô conseguindo processar tudo isso, acabou para mim. Quem me conhece sabe que o sonho da minha vida era ser mãe. Está doendo demais o que fizeram comigo. Eu não vou poder ter filho mais e mataram meu filho, disse. Ana Paula relatou que tenta lidar com a perda do bebê e com a impossibilidade de ter outros filhos. Meu peito enche de leite e eu não tenho filho para amamentar. Eu sinto o meu bebê mexer lá dentro, mas não tem bebê nenhum. Eu fiz uma cesárea e não tenho criança. Eles acabaram com o sonho da minha vida inteira de ter um filho, afirmou. VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região

Fonte: g1.globo.com

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